Cantinho da Helô

Tuesday, January 16, 2018

Vai, Dolores!


Ontem a tarde fiquei chocada com a notícia de que a cantora Dolores O'Riordan da banda irlandesa The Cranberries tinha passado para outro plano ainda tão jovem. Apenas 46 anos! Eu, que nasci na mesma década que a artista - ela em 1971, eu em 1976 - fiquei atordoada com tal fatalidade. Eu ainda me considero jovem - se não de idade, de espírito - e muito!

Conheci a banda com 16 anos, lá nos idos de 1993. A Dolores e companhia limitada já estavam na casa dos 20, mesmo assim não menos jovens. Me chamava atenção sua presença: delicada e forte. Resolvi pesquisar sua altura, e descobri que ela era realmente uma fadinha, com seus 1,58, menor até do que eu. Mas a potência vocal era de gigante.

Nas composições, letras de conflito, letras de guerrilha, letras de romance, letras de família. "Salvation", "Linger", "Zombie", "Roses", "Dreams", "Animal Instinct", "Ode to My Family".  Letra e música com corpo e presença, voz etéria. Conhecendo a cultura Celta, descobri que é uma das poucas em que a mulher sempre esteve em pé de igualdade com os homens, quer seja chefiando o clã quer seja na guerra (vide Boudica, rainha guerreira que na época de expensão do Império Romano chegou a vencê-los em batalha). E Dolores era a rainha do seu palco, com seu séquito de músicos, levantando multidões com sua voz de anjo bravo e nervoso.

Era certeza de ouvir no setlist de muitas festas que frequentei na época faculdade alguma música do The Cranberries ("Salvation" é ótima para bater cabeça loucamente pela pista). Embalou muitas de minhas noites. Agora vai Dolores, virar passarinho e cantar no céu,... Porque afinal Deus precisa de boa música!

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